“Por que?”
Brooke piscou. “Porque ele odeia frutos do mar.”
Clara mexeu o café. “Desde quando você sabe disso?”
O sorriso de Brooke parou por um instante antes de retornar. “Clara, eu conheço esse homem há quase dez anos.”
A resposta fazia sentido. Essa era a crueldade da coisa. Cada explicação fazia sentido por si só. Somente juntas elas formavam uma figura que Clara se recusava a encarar diretamente.
Com o passar dos meses, Brooke passou a conhecer a agenda de Nolan com muita precisão. Nolan respondia às mensagens de Brooke rápido demais. Eles completavam piadas que Clara nem tinha ouvido começar. Em um evento beneficente da comunidade, Clara viu Brooke olhar de relance para a porta quando Nolan saiu para atender uma ligação, o rosto dela se contraindo com uma preocupação que parecia íntima demais para ser amigável.