Adrian assinou o documento final sem lê-lo. Nele estava o acordo que me concedia a guarda principal e a permissão para viajar para o exterior com as crianças. Ele estava ansioso demais para comemorar a gravidez da amante para verificar o que acabara de assinar.
“Então, terminamos?”, perguntou ele, olhando para o relógio. “Minha família está esperando na clínica.”
O advogado Bennett pigarreou.
“Sr. Castillo, o senhor deveria rever alguns dos termos financeiros—”
“Mais tarde”, interrompeu Adrian. “Não vou perder tempo discutindo sobre apartamentos ou contas. Ela pode ficar com o que quiser. Eu já tenho uma nova vida me esperando.”
Vanessa deu uma risada suave.
“E uma mulher que finalmente possa lhe dar um filho de verdade.”
Algo se quebrou naquele momento, mas não foi meu coração. Foi o último resquício de respeito que ainda me restava por eles. Peguei uma chave na minha bolsa e a coloquei sobre a mesa. Adrian sorriu.
“Pelo menos você está sendo maduro(a) em relação ao apartamento.”
Então, mostrei dois passaportes americanos. O sorriso dele desapareceu.
“O que são essas coisas?”
“Os passaportes de Noah e Lily.”
Vanessa endireitou a postura.
“Passaportes? Para onde?”
Naquela manhã, pela primeira vez, olhei diretamente para Adrian.
“Barcelona. Partimos hoje.”
Ele deu uma risada aguda.