Na manhã seguinte, a curiosidade falou mais alto. Deslizei uma cadeira para debaixo do detector, desencaixei-o com cuidado e abri-o.
O que vi lá dentro me paralisou: uma pequena câmera escondida, cuidadosamente colocada em um local onde quase ninguém olharia.
Por alguns segundos, fiquei olhando fixamente para aquilo, como se quisesse me convencer de que estava vendo tudo errado. Mas não era o caso.
Minha esposa viu meu rosto antes mesmo de ver o aparelho. Ela não precisou de nenhuma explicação.
Arrumamos as malas às pressas, saímos de casa e levamos conosco, acima de tudo, um sentimento: a constatação de que nossa privacidade havia sido violada.
Assim que saímos em segurança, decidi escrever uma avaliação. Não por raiva, mas por senso de responsabilidade. Outras pessoas mereciam saber disso.
Descrevi com calma e objetividade o que havíamos encontrado, na esperança de que isso ajudasse outras pessoas a ficarem mais atentas.
Continue a leitura na próxima página.