Às 3 da manhã, a amante do meu marido me enviou uma foto para me destruir, mas eu a encaminhei para todo o conselho administrativo da empresa dele.

Lá estava ela, estendida numa cama de luxo numa suíte de cobertura do The Peninsula Beverly Hills, com a camisa branca de grife do Ethan como troféu.

Uma taça de champanhe gelada estava ao lado da cama. Lençóis de seda estavam emaranhados atrás dela. Uma luz dourada e quente refletia nas paredes de mármore.

Tudo foi armado para me magoar.

E atrás dela, meio adormecido na cama, estava meu marido.

Ethan Whitmore.

CEO da van Whitmore Global Logistics.

O homem a quem ajudei durante sete anos a tornar-se um dos empresários mais admirados da América, enquanto levava o mundo a acreditar que tinha feito tudo sozinho.

Mas o sorriso de Vanessa era o pior.

Não porque ela fosse bonita.

Porque ela parecia vitoriosa.

Ela enviou aquela foto na esperança de que eu chorasse, desabasse em lágrimas e implorasse ao meu marido para voltar para casa.

Fiquei olhando para a tela por um longo tempo.

Aí eu tive que rir.

Sem barulho. Sem agitação.

Apenas uma risada fria e cortante.

Vanessa havia cometido um erro terrível.

Ela pensava que eu era apenas a esposa de Ethan.

Ela havia se esquecido de que eu era o arquiteto do império com o qual ele tentava impressioná-la.

Parte 2

Eu não respondi à mensagem dela.

Eu não liguei para o Ethan.

Eu não gritei, não chorei, nem atirei nada.