‘Você me mandou uma mensagem! Você me ligou!’, eu disse, segurando meu celular com as mãos trêmulas.
Ela franziu a testa. “Não, eu não fiz isso.”
Mas quando mostrei a mensagem para ela, seu rosto empalideceu completamente. Ela sussurrou, quase inaudível: “Pai… este é o número de telefone da Helen.”
Por um instante, tudo ao meu redor desapareceu. Helen. Minha filha caçula. Aquela que perdi no ano passado em um acidente de carro. Ela tinha apenas dezenove anos. Minha doce menina com a risada mais feliz.
Os olhos da minha filha encontraram os meus, e ficamos ali paradas, atônitas e tomadas pela dor. Senti aquela velha ferida se abrir novamente, crua e aguda.
Saí por um instante para recuperar o fôlego, mas antes que pudesse me recompor, chegou outra mensagem. Dessa vez, fiquei paralisado.
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