O Dr. Robert Wright passou trinta e dois anos aprimorando a arte de manter a calma.
Ele estivera ao lado de mães assustadas, pais sobrecarregados e recém-nascidos que chegavam prematuros, silenciosos demais ou frágeis demais. As pessoas confiavam nele porque ele nunca tremia, nunca entrava em pânico e nunca deixava o medo no ambiente se tornar seu. Mas na Sala de Parto Quatro, com a luz cinzenta do inverno pressionando contra as janelas, Robert olhou para o recém-nascido nos braços da enfermeira e sentiu o mundo desabar sob seus pés.
O bebê era minúsculo, irritado com o frio, os punhos cerrados perto das bochechas. Cabelos escuros e úmidos grudavam em sua cabeça. Logo abaixo da clavícula esquerda, onde o cobertor havia escorregado, havia uma marca de nascença em forma de crescente quebrada — clara