“Vestidos de formatura são um desperdício ridículo de dinheiro.”
Tentei novamente. “Mamãe deixou dinheiro para coisas assim.”
Foi então que ela riu.
Não é uma risada verdadeira. É uma daquelas risadas pequenas e afiadas, feitas para cortar.
“É esse dinheiro que mantém esta casa funcionando agora”, disse ela. “E, sinceramente? Ninguém quer ver você desfilando por aí com uma fantasia de princesa superfaturada.”
Em seguida, ela jogou sua bolsa de grife novinha em folha no balcão.
A etiqueta ainda estava pendurada.
Fiquei olhando fixamente para aquilo.
“Então tem dinheiro para isso?”, perguntei.
A cadeira dela arrastou no chão quando ela se levantou.
“Cuidado com o tom de voz.”
“Vocês estão usando o nosso dinheiro.”
Sua voz ficou fria.
“Estou sustentando esta família. Você não tem ideia do preço das coisas.”
“Então por que papai disse que era nosso?”
Ela deu de ombros.
“Seu pai era péssimo com dinheiro. E péssimo com limites.”
Subi as escadas e chorei no meu travesseiro como se tivesse doze anos de novo.
Ouvi Noah do lado de fora da minha porta, mas ele não entrou.
Ele sempre foi quieto assim.
Duas noites depois, ele bateu na minha porta segurando uma pilha de calças jeans velhas.
Calças jeans da mãe.
Ela costumava colecioná-los.
Ele os deixou cair na minha cama e disse: “Você confia em mim?”
Olhei para ele. “Com o quê?”
“Fiz um curso de costura no ano passado. Lembra?”
Eu pisquei.
“Você sabe fazer um vestido?”