Carla tentou disfarçar com uma risada.
“Você está transformando fofoca em teatro.”
Antes que o diretor pudesse responder, um homem avançou do corredor.
Eu o reconheci vagamente do funeral do meu pai.
Ele pegou o microfone reserva de um professor.
“Posso esclarecer algo”, disse ele.
Ele se apresentou como o advogado que cuidava do espólio da minha mãe.
Ele explicou que vinha tentando há meses entrar em contato com Carla a respeito dos fundos fiduciários das crianças.
Ele nunca recebeu respostas.
Agora, a sala fervilhava de sussurros.
Carla sibilou: “Isso é assédio.”
O advogado balançou a cabeça negativamente.
“Isto é documentação.”
Então o diretor se virou para mim.
Você poderia subir aqui?
Minhas pernas estavam tremendo.
Mas eu subi ao palco.
“Conte a todos quem fez seu vestido”, disse ele.
“Meu irmão”, eu disse.
“Venha cá, Noah.”
Noah parecia querer desaparecer, mas caminhou até ficar ao meu lado.
A diretora fez um gesto em direção ao vestido.
“Isto”, disse ele, “é talento. Isto é amor.”
Ninguém riu.