“A foto mostra David ferido no banco do passageiro enquanto Vanessa está do lado de fora da porta do motorista, com uma expressão de pânico.”
Vanessa abriu a boca, mas nenhuma palavra saiu.
Gritos de espanto ecoaram pelo tribunal.
O juiz analisou a imagem.
O juiz continuou analisando a fotografia e observou que os gêmeos podiam ser vistos no banco de trás, assustados e presos às cadeirinhas do carro.
Vanessa se levantou de repente.
“Isso foi armado!”, ela gritou. “Ela tirou a foto depois do acidente!”
“Esse registro de data e hora diz o contrário”, respondeu o juiz calmamente.
Vanessa olhou em volta desesperadamente.
Finalmente, o juiz desligou o telefone.
“Isso foi armado!”
“À luz deste depoimento e das provas apresentadas”, afirmou ele com firmeza, “este tribunal não encontra motivos para retirar os gêmeos dos cuidados da avó”.
Quase senti meus joelhos cederem.
O juiz prosseguiu.
“A guarda total permanecerá com ela.”
George soltou um suspiro ruidoso.
“Sim!”
O juiz levantou a mão.
“Há outra questão.”
Quase senti meus joelhos cederem.
“Este depoimento sugere que a investigação original do acidente pode ter sido incompleta.”
O rosto de Vanessa perdeu toda a cor.
“Estou ordenando que o caso relativo à morte de David seja reaberto para uma nova análise.”
O advogado de Vanessa baixou a cabeça.
O martelo foi batido.
“A sessão está encerrada.”
O rosto de Vanessa empalideceu.
Do lado de fora do tribunal, os gêmeos caminhavam ao meu lado.
“Você conseguiu, vovó!” George gritou enquanto me abraçava.
“Não”, eu disse baixinho. “Nós conseguimos.”
Jeffrey se virou para Sarah.
“Obrigado”, disse ele em voz baixa.
Ela sorriu nervosamente.
“Vocês, rapazes, mereciam a verdade.”
Dei um passo mais perto dela.
“Você conseguiu, vovó!”
“Obrigado por nos encontrar há cinco anos”, eu disse. “Você poderia ter ficado em silêncio.”
“Eu tentei”, admitiu Sarah. “Mas os pesadelos não paravam. Eu precisava consertar as coisas.”
Apertei a mão dela.
“Você fez.”
George inclinou a cabeça.
“Espere, você já conhecia a vovó?”