Mas isso mudou a atmosfera instantaneamente.
Emma preparou chá enquanto Walter descansava. Conversaram por quase uma hora sobre a vida, a família e a estranha solidão que pode acompanhar silenciosamente as pessoas à medida que envelhecem.
Antes de sair, Emma escreveu seu número de telefone em um pedaço de papel.
“Ligue-me se precisar de alguma coisa”, disse ela.
Walter olhou fixamente para o número como se significasse mais do que ela compreendesse.
“Você é muito gentil”, ele sussurrou.
Emma deu de ombros.
“Era simplesmente a coisa certa a fazer.”
Ela foi embora acreditando que provavelmente nunca mais o veria.
Ela estava errada.
Um telefonema inesperado
Três dias depois, o telefone de Emma tocou enquanto ela estava no trabalho.
O identificador de chamadas mostrou um número desconhecido.
“Olá?”
“Emma? É o Walter.”
Sua voz soava mais alegre.
Emma sorriu imediatamente.
“Walter! Como você está se sentindo?”
“Muito melhor”, respondeu ele. “Na verdade… eu estava pensando se poderia retribuir sua gentileza com um jantar.”
Emma deu uma risada suave.
“Você não me deve nada.”
“Eu sei”, disse Walter. “Mas faça a vontade de um velho.”
Após alguma hesitação, ela concordou.
Naquela sexta-feira à noite, Emma chegou a um restaurante italiano tranquilo no centro da cidade, esperando um simples jantar de agradecimento.
Em vez disso, ela se deparou com algo totalmente inesperado.
Walter não estava sozinho.
Um homem estava de pé ao lado da mesa, ajeitando o paletó de forma nervosa.
Alta. Morena. Mais ou menos da idade da Emma.