Ela aprendeu a sorrir sob comando, a aceitar críticas destinadas a mulheres adultas e a suportar o fardo de um olhar que nunca se desviava.
Elogios e indignações a rodeavam como abutres, questionando sua inocência, mas raramente prestando atenção à criança em questão. Com o tempo, ela começou a recuperar o que sempre fora seu:
A história dela. Atuar lhe deu espaço para explorar sentimentos em vez de fazer poses; a moda tornou-se uma escolha, não um destino.
Ela se distanciava quando necessário e retornava com limites, uma voz própria e uma vida por trás das lentes. Agora em exibição em Momentos Desprotegidos à Beira-Mar.
Ela surge não como um mito, mas como uma mulher que sobreviveu à história que lhe foi escrita. No fim, não foi sua beleza que perdurou, mas sim sua decisão de permanecer humana.