Em seguida, a detetive Claire Bennett os seguiu com uma lanterna na mão.
A porta permaneceu aberta.
Noah consertou a escada preta e, por um instante, sentiu-se como um menino de sete anos novamente, apenas por um instante.
Eles estão me esperando.
Para ouvir.
Espero que alguém diga que tudo foi um engano.
Passou-se um minuto.
Então, dois.
Então três.
Ninguém disse nada.
Até mesmo os vizinhos do outro lado da cerca permaneceram em silêncio.
Finalmente, a voz do detetive Bennett veio do andar de baixo.
Baixo.
Vibrante.
Não deixe a família ir para lá.
Margaret desmaiou nos braços de Daniel.
Noé não teve nada a ver com isso.
Eu já entendi.
Você pode encontrar o restante na próxima página.
Lily nunca conseguiu escapar.
Eu nunca tinha saído da cidade.
Ele estivera lá o tempo todo.
No mesmo lugar onde a família costumava fazer suas refeições todos os domingos.
No mesmo pátio onde as crianças tinham brincado.
Debaixo da casa do homem a quem chamavam de avô.
As buscas duraram três dias.
Todas as noites, as luzes intermitentes da polícia iluminavam a antiga casa de Harold. Jornalistas chegaram. Mais policiais apareceram. Depois, membros do laboratório forense estadual. O galpão se tornou o ponto central de tudo o que a cidade havia ignorado por quinze anos.
Margaret não disse nada.
Ela sentou-se no quarto de Lily, segurou o tecido rosa e acariciou repetidamente as três pequenas flores brancas com o polegar.
Lentamente, a verdade veio à tona.
E cada fragmento dessa verdade os destruía ainda mais.
O tecido era da Lily.
Assim como os outros itens encontrados durante a entrega.
Uma pulseira.
Um bar.
Um livro escolar.
Um colar de prata que Margaret lhe dera de presente no seu décimo sexto aniversário.
Mas foi o caderno de Harold que destruiu a família de forma mais significativa.
Ele havia anotado tudo.
Não como uma confissão.