Anne sabe que sua declaração soa dura. A ideia de forçar as pessoas a se mudarem imediatamente para uma casa menor encontra resistência. No entanto, ela considera importante conversar sobre o assunto. “Também argumentamos que a mudança deveria ser uma escolha livre, enquanto a moradia se tornou um bem escasso.” Ela compara a situação com outros sistemas coletivos. “Também aceitamos regras em relação à saúde, aposentadoria e transporte – por que a moradia se tornou algo sagrado de repente?” Segundo ela, solidariedade às vezes também significa criar espaço para a próxima geração.
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O lado emocional da estadia
Os críticos apontam que as pessoas mais velhas costumam ser muito apegadas às suas casas. Anne entende isso, mas considera o argumento incompleto. “Todo mundo abre mão de alguma coisa”, diz ela. “Eu abro mão da minha independência, dos meus planos para o futuro e da minha paz de espírito.” Segundo ela, o fardo emocional sobre os jovens está diminuindo sistematicamente. Relacionamentos são adiados, filhos são impensáveis e as decisões de carreira são baseadas mais no tempo de deslocamento e na ambição.
Isso não é um ataque aos idosos, mas sim ao sistema.