Segui o seu olhar.
As palavras morreram na minha garganta.
Ao lado da estrada estava uma mulher que eu conheci melhor do que ninguém.
Maren Caldwell.
Por um instante, me lembrei da mulher elegante que costumava frequentar galas beneficentes ao meu lado, vestindo impecáveis vestidos de noite. A mulher cujo riso outrora ecoava pelos salões de hotéis e eventos privados.
A mulher que estava ali parada agora parecia diferente.
Mais fino.
Cansado.
Sua blusa desbotada esvoaçava com o calor.
Suas sandálias pareciam gastas de tantos quilômetros percorridos.
Mas não foi a aparência dela que me tirou o ar dos pulmões.
Presos ao seu peito estavam dois bebês.
Dois meninos gêmeos idênticos.
Seus cabelos loiros claros captavam a luz do sol.
E eles eram exatamente iguais a mim.
Aos pés de Maren havia uma sacola de lona cheia de latas de alumínio e garrafas de plástico.
Aquela cena pareceu uma acusação silenciosa.
A última vez que a vi foi dezoito meses antes, quando terminei nosso casamento por acreditar que ela havia me traído.
Agora ela estava parada à beira de uma estrada rural, carregando duas crianças com o meu rosto.
Celeste abaixou o vidro do carro.
“Ora, se não é Maren Caldwell”, ela gritou com um sorriso cruel. “Parece que a vida finalmente te colocou onde você pertence.”
Maren a ignorou.