
O juiz mal havia terminado de dizer: “Este divórcio é definitivo”, quando me inclinei para meu advogado e sussurrei: “Reserve as passagens”.
Dez minutos depois, eu estava prendendo meu filho caçula na cadeirinha do avião, enquanto meus dois filhos mais velhos sentavam ao meu lado em silêncio atônito, ainda segurando as pequenas mochilas que eu havia arrumado na noite anterior.
Do outro lado da cidade, a família de Daniel estava reunida em uma alegre maternidade, cercando sua amante e aguardando para ouvir as batidas do coração do bebê que eles já haviam decidido que seria seu futuro.
Eles estavam sorrindo. Comemorando. Acreditando que tinham vencido.