Só mais tarde entendi que sempre fui tratada menos como uma irmã e mais como uma rede de segurança. Brianna era delicada. Eu era “forte”. Essa palavra soava como um elogio até eu perceber que significava que ninguém se importava quando eu estava machucada. Quando ambas estávamos grávidas de oito meses, eu esperava uma menina e Brianna, um menino. Nossos pais agiram como se fosse um doce milagre. Mas por baixo dos balões cor-de-rosa e dos sorrisos educados no clube de campo, algo podre me aguardava. Quase perdi o chá de bebê.
Ainda assim, eu fui, porque uma parte tola de mim queria acreditar que a família podia mudar. No meio da festa, minha mãe me puxou para um canto perto da mesa de presentes. O sorriso dela sumiu no instante em que ninguém estava olhando.
“Sua irmã precisa de ajuda.”