O silêncio tomou conta da sala.
Não é um silêncio confuso.
Julgamento.
Mark vasculhou a sala e não encontrou nenhum aliado.
Então ele largou a caixa, abriu a porta com um puxão e saiu.
Virei-me para Victor.
“Tio Victor”, eu disse, puxando uma cadeira. “Venha, sente-se.”
Coloquei duas tigelas de sopa na mesa lascada da cozinha da minha mãe.
Victor parou na porta.
“Posso comer lá fora.”
“Não”, eu disse. “Você não come mais fora. Esta noite, você vai ficar aqui. Amanhã, resolvemos o resto juntos.”
Lentamente, ele se sentou, ainda segurando o medalhão.
Pela primeira vez em vinte anos, a refeição de Victor não saiu pela porta dos fundos.
Permaneceu sobre a mesa.
Exatamente onde a família deveria estar.