Eles sorriram.
Eles pensaram que tinham vencido.
Na semana seguinte, Sterling agiu discretamente. Contas foram congeladas. Propriedades foram trancadas. O acesso ao fundo fiduciário foi suspenso. Um toxicologista confirmou que o guardanapo continha digoxina. Testes de DNA confirmaram que Terrence não era meu filho, mas sim de Silas. O bebê que ela esperava também não era de Terrence.
Megan chegou a me encontrar em um café e me ameaçou de me acusar de algo terrível se eu não lhe concedesse uma procuração.
O gravador no meu bolso captou cada palavra.
No sábado, tudo estava pronto.
No domingo, a igreja estava lotada — familiares, sócios, banqueiros, membros do conselho, doadores, repórteres e amigos que acreditavam estar ali para me ver passar o poder para a próxima geração.
Beatrice vestia seda creme.
Megan vestia um verde claro.
Terrence parecia nervoso.
O pastor Silas estava na frente, com um semblante justo.
Após o sermão dele, subi ao púlpito.
“Muitos de vocês pensam que estão aqui para testemunhar uma transição de poder”, eu disse. “E estão mesmo. Mas primeiro, vamos relembrar alguns momentos do passado.”
As luzes diminuíram de intensidade.
As imagens de segurança do Gilded Oak apareceram na tela.
O santuário ficou em silêncio enquanto Beatrice e Megan brindavam ao “homem mais estúpido de Atlanta”.
Eles assistiram ao desenrolar do plano: a casa no lago, o fundo fiduciário, o bebê, o personal trainer, o envenenamento.
Quando a voz de Beatrice ecoou pela igreja — “Tenho misturado digoxina nos smoothies dele” — quinhentas pessoas ficaram paralisadas.