Ele não respondeu.
“Diga isso.”
“Sim.”
“Você me deixou casar com você antes de me contar que Lisa estava ligada à noite em que seus pais morreram?”
“Pensei que você fosse recusar a ajuda.”
“Então você soube que eu merecia a verdade.”
Seus olhos se encheram de lágrimas. “Sim.”
Peguei outra página. “O que é isto?”
“Transferir registros.”
“Você foi a um centro de trauma particular?”
“O plano de emergência da minha família me levou para lá.”
“E Lisa foi para o Hospital Geral do Condado.”
Ele olhou para baixo. “Sim.”
Dois sobreviventes. Dois mundos distintos.
Ele havia sido levado para o dinheiro. Lisa havia sido levada para uma sala de espera.
A última página continha a assinatura de Vivian.
“Não é recomendado nenhum contato adicional com a família de Lisa. Qualquer contato posterior pode gerar responsabilidade desnecessária. Caso encerrado.”
“Caso encerrado?” Minha voz falhou. “Minha filha era um caso?”
“Vivian cuidou de tudo enquanto eu estava inconsciente.”
“Ela sabia que Lisa tinha sobrevivido? Ela sabia que eu existia? E nunca ligou?”
“Sim.”
Apertei o memorando contra o peito. “Durante seis meses, implorei a estranhos enquanto sua família entregava meu filho para adoção.”
“Eu não sabia.”
“Mas agora você sabe. Então, por que se casar comigo?”
“Vivian bloquearia qualquer ajuda direta. Como minha esposa, você pode assinar a petição de emergência e obrigá-la a responder perante o conselho de curadores. O dinheiro vai diretamente para os cuidados de Lisa. Você é a mãe dela.”
“Não tente tornar isso nobre, Adrian.” Dei um passo para trás. “Você me encurralou.”
“Eu sei”, disse Adrian.
“Você me deu uma aliança de casamento e chamou isso de misericórdia.”
“Eu estava errado.”
“Minha filha não é o seu projeto de perdão.”
Sua voz suavizou. “Não. Ela é Lisa.”
Antes que eu pudesse responder, a porta do quarto se abriu.
Vivian estava ali parada, vestindo um terno creme, com os olhos fixos no envelope.
“Então”, disse ela. “Ele te contou.”
Entrei na frente de Adrian. “Saia daqui.”
O sorriso dela era discreto. “Você se esquece de quem é esta casa.”
“Não. Você se esqueceu de que minha filha era uma pessoa.”