Virei-me lentamente. “Por favor, o quê?”
Seu rosto se contorceu imediatamente. Alistair sempre fora mais sensível que Daniel, embora sensibilidade não fosse o mesmo que inocência.
“Aconteceu apenas uma vez.”
“Então você é um irmão incrivelmente eficiente.”
Ele estremeceu visivelmente.
“Ela me disse que Daniel sabia”, disse ele, desesperado. “Ela disse que eles tinham um acordo. Ela disse que ele não podia… ela disse que eles precisavam de ajuda.”
“E você acreditou nela?”
“Eu queria.” Sua voz falhou dolorosamente. “Ela me disse que me amava.”
Por um breve segundo, quase senti pena dele.
Quase.
“Daniel sabia?”, perguntei.
Alistair olhou em direção ao salão de baile, onde Daniel recebia os parabéns como se fosse da realeza.
“Não.”
Lá estava.
Não foi o destino. Não foi um acordo. Apenas mais uma traição baseada inteiramente na vaidade.
Abri minha bolsa de mão e entreguei a Alistair um documento dobrado.
Seus olhos percorreram a página. Imediatamente, ele perdeu a cor do rosto.
“O que é isso?”
“Um aviso. Seu pai tem desviado dinheiro da empresa para o estilo de vida de Daniel, escondendo-o sob o pretexto de taxas de consultoria. Daniel assinou declarações financeiras falsas durante nosso divórcio. Camille ajudou a movimentar ativos através de sua conta em uma boutique.”
“Eu não sabia.”
“Agora você sabe.”
Ele me encarou em silêncio.
Dei um passo à frente. “Você tem duas opções. Continuar mentindo para eles e se afogar junto com eles, ou dizer a verdade quando todos começarem a fazer perguntas.”
“Ela vai me destruir.”
“Não”, eu disse baixinho. “Ela já fez isso. Estou apenas lhe entregando o microfone.”
De dentro do salão de baile, a voz de Camille ressoou alegremente.
“Hora de dar presentes!”