Alistair parecia fisicamente doente.
Toquei levemente em sua manga.
“Mulher errada”, sussurrei.
“O que?”
“Ela pensou que tinha roubado de alguém fraco.”
Então voltei caminhando em direção aos aplausos.
PARTE 3
Camille abriu cobertores de renda, sapatinhos de bebê, colheres de prata com a inscrição “Bebê Mercer”. Cada presente a fazia brilhar ainda mais. Cada elogio fazia Daniel se sentir mais orgulhoso.
Então ela estendeu a mão para a minha caixa azul.
A atmosfera mudou antes mesmo que ela desatasse a fita.
Os convidados inclinaram-se para a frente, curiosos. Daniel cruzou os braços. Camille levantou a tampa com uma doçura exagerada.
“Oh, Naomi”, disse ela em voz alta o suficiente para que todos ouvissem. “Você realmente não deveria ter feito isso.”
Dentro havia um documento emoldurado.
Não é uma certidão de nascimento.
Não é uma bênção.
Um relatório de DNA certificado.
O sorriso de Camille congelou instantaneamente.
Daniel franziu a testa. “Que diabos é isso?”
Levantei-me lentamente.
“Meu dom”, eu disse calmamente, “é a verdade.”
Imediatamente, um murmúrio se espalhou pela sala.
Camille tentou fechar a caixa com força, mas Daniel arrancou a moldura de suas mãos. Seus olhos percorreram a página uma vez. Depois duas vezes. Seu rosto inteiro perdeu a cor.
“O que é isso?”
Sua mãe se levantou abruptamente. “Daniel?”
“Diz que eu não sou o pai”, ele sussurrou.
Um silêncio ensurdecedor tomou conta do salão de baile.
Camille instintivamente levou a mão ao estômago. “Isso é falso.”
“Não”, respondi calmamente. “Está autenticado. Assim como os registros de fertilidade que comprovam que Daniel é estéril desde o nascimento.”
Daniel virou-se furiosamente em minha direção. “Você está mentindo—”
“Cuidado”, interrompeu Evelyn ao entrar na sala ao lado de dois homens de terno. “Meu cliente está apresentando fatos documentados. Difamação pode afetar ambos os lados.”
Os olhos de Camille se moveram freneticamente. “Seu cliente?”