Comprei uma casa à beira-mar.
Em manhãs claras, eu tomava café na varanda enquanto a luz do sol se estendia pelo assoalho como o próprio perdão.
Então, certa manhã, chegou um envelope sem perfume nem carinhas sorridentes.
Dentro da caixa havia um único cheque de indenização e um bilhete escrito à mão por Evelyn.
Subestimaram a mulher errada.
Dei uma risadinha, rasguei o antigo convite de Camille ao meio e observei os pedaços desaparecerem no fogo.
E pela primeira vez em anos, nada mais ardia dentro de mim.