Parte 3
Depois do baile de formatura, Noah e eu voltamos para casa exaustos, mas Carla estava nos esperando na cozinha.
“Você acha que ganhou?”, ela retrucou. “Você me fez parecer um monstro.”
“Você resolveu isso sozinha”, respondi.
Ela apontou para Noah.
“E você. Sua pequena maluca com seu projeto de costura.”
Noah hesitou a princípio.
Então, pela primeira vez em mais de um ano, ele não ficou em silêncio.
“Não me chame assim”, disse ele.
Carla riu sarcasticamente. “Ou o quê?”
Sua voz tremia, mas ele continuou.
“Você zomba de tudo. Zombou da mamãe. Zombou do papai. Zombou de mim por costurar. Zombou dela por querer uma noite normal. Você tira e tira das pessoas, e depois se faz de surpresa quando elas finalmente percebem.”
Eu nunca o tinha ouvido falar daquela maneira antes.
Antes que Carla pudesse responder, alguém bateu na porta da frente.
Era o advogado e a mãe de Tessa.
O advogado falou calmamente.
“Tendo em conta os acontecimentos desta noite e as preocupações anteriores, o tribunal irá rever a tutela e os fundos fiduciários. Até lá, estas crianças não ficarão aqui sem apoio.”
Três semanas depois, Noah e eu nos mudamos para a casa da nossa tia.
Dois meses depois, Carla perdeu completamente o controle do dinheiro.
Ela lutou contra isso.