Meu marido me expulsou de casa por ser “aventureira” e apresentou sua amante grávida em um jantar de família… mas seis anos depois, ele conheceu o filho que sua própria família havia escondido dele.

Até que uma noite, em um jantar de gala gastronômico na Cidade do México, esbarrei em alguém ao sair do salão.

“Desculpe”, eu disse sem levantar o olhar.

Uma mão agarrou meu braço.

“Mariana.”

Meu sangue gelou. Alejandro Santillán estava parado na minha frente, pálido e mais velho, olhando para mim como se tivesse visto um fantasma.

“Você está morto”, ele sussurrou.

Naquele instante, compreendi que alguém não apenas me havia apagado de suas vidas, como também havia enterrado meu nome. Eu não fazia ideia do que estava prestes a acontecer.

PARTE 2

“Me solta”, eu disse.

Alejandro soltou meu braço como se minha pele o tivesse queimado.

“Mariana… eu fui ao seu funeral.”

Eu ri, mas não havia alegria nisso. Apenas amargura.

“Que interessante. Eu não fui convidado.”

Seu rosto se contorceu.

“Minha mãe disse que você morreu em um acidente de carro perto de Querétaro. Ela disse que não havia corpo para fazer um velório adequado. Ela disse que você era… impossível de identificar.”

Foi aí que o verdadeiro medo me invadiu. Durante seis anos, pensei que estava apenas me escondendo de uma família cruel. Mas se eles tivessem realizado um funeral, a mentira seria muito maior do que eu imaginava.

“O que aconteceu depois daquela noite?”, perguntou ele.

“Acordei num hospital com hematomas e febre. Disseram-me que estava grávida.”

Alejandro parou de respirar.

“Grávida?”

“Sim.”

“Cujo?”

Olhei para ele com toda a raiva que carreguei por anos.

“Seu filho.”