Entretanto, Andrés foi desaparecendo lentamente de nossas vidas.
Primeiro, foram as reuniões.
Depois, viagens de negócios.
Então, silêncio.
Quando meu filho nasceu, dei a ele o nome de Mateo.
Ele era pequeno, mas forte, com olhos que pareciam mais sábios do que deveriam. Ao abraçá-lo, senti toda a minha dor passada se transformar em algo poderoso: amor.
Andrés chegou atrasado ao hospital.
Ele parecia impecável — camisa limpa, perfume novo — mas completamente deslocado.
“Ele é lindo”, disse ele.
Não “nosso filho”. Simplesmente… lindo.
Como se estivesse olhando para algo distante.
Permaneci em silêncio.
