Celebrar o Natal com meus sogros sempre me dava a sensação de estar em um palco. Não aquele tipo de palco cheio de alegria, risos e calor humano, mas aquele palco exaustivo onde você ensaia suas falas com antecedência e força um sorriso até as bochechas doerem. Todo ano eu dizia a mim mesma que talvez fosse diferente. Mas todo ano não era.

A casa deles parecia ter saído diretamente de uma revista – guirlandas espaçadas com precisão, velas nos lugares certos e uma árvore curvada sob decorações que pareciam irradiar tradição e expectativa. Continuei parada no meio da multidão, vesti meu suéter e comecei a me preparar para o pior. Meu marido apertou minha mão delicadamente, sua mensagem silenciosa clara: Apenas aguente firme.