Ele ligou novamente.
Então, ouviu-se uma batida terrível.
Levantei-me, enxuguei o rosto e abri a porta, pronta para devorar outra caçarola ou encarar outro par de olhos tristes.
Mas havia uma menininha parada na minha varanda.
Então, ouviu-se uma batida terrível.
Ela tinha cabelos castanhos despenteados, bochechas suadas e um casaco jeans grande demais que lhe caía sobre os ombros.
Ela carregava a mochila de Randy nos braços.
Minha mão agarrou o batente da porta.
— Você é a mãe do Randy? — perguntou ela.
Assenti com a cabeça.
Ela apertou a mochila com mais força. “Você estava procurando por isso, não estava?”
‘Onde você conseguiu isso, querida?’
Randy disse que eu tinha que ficar de olho nele. Ele era meu amigo.
Você é a mãe do Randy?
Senti uma sensação de aperto no peito. “Quando?”
“O dia.”
Eu quis pegar a bolsa, mas ela a puxou de volta.
— Não — ela sussurrou. — Preciso dizer primeiro, senão vou ficar com medo e fugir.
Engoli em seco. “Qual é o seu nome, querida?”
“Sarō.”
“Entre, Sarah. Quer um pouco de suco?”
Ela olhou para trás como se tivesse medo de que alguém a impedisse.
Eu não roubei.
‘Qual é o seu nome, querida?’
“Eu sei.”
Eu fiquei de olho nisso.
Quase me destruiu.