Quando Amara olhou fixamente para ele, ele abriu os braços.
“O quê? Foi um elogio.”
Preston sempre intervinha tarde demais ou com muita delicadeza.
“Nolan, não seja idiota.”
“Minha mãe não quis dizer isso dessa forma.”
“Você sabe como as pessoas da velha guarda falam.”
“Não vamos transformar tudo em guerra.”
Essa foi a frase que finalmente ensinou a Amara a natureza do seu casamento. Cada ferida era pequena porque Preston não a sentia. Cada confronto era uma guerra porque, no mundo dele, paz significava que ninguém que se sentisse desconfortável precisava mudar.
No quinto ano, Amara deixou o jornalismo diário e aceitou um cargo de consultora na emissora. A versão oficial era que ela queria estabilidade. A verdade era mais humilhante: ela estava cansada. Cansada de discutir diante das câmeras e depois discutir durante o jantar. Cansada de ser elogiada publicamente por pessoas que a diminuíam em particular. Cansada de dormir ao lado de um homem que adorava a ideia de sua força, mas que se ressentia a cada momento em que essa força exigia algo dele.
No entanto, ela não desapareceu.