Ela acenou com a mão na direção do vestido.
“Se você usar isso no baile de formatura, a escola inteira vai rir de você.”
O rosto de Noah ficou vermelho.
Eu disse baixinho: “Prefiro usar algo feito com amor do que algo comprado roubando de crianças.”
O corredor ficou em silêncio.
A expressão de Carla mudou.
“Saia da minha frente!”, ela disparou.
Mas mesmo assim eu usei o vestido.
Noah ajudou a fechar o zíper nas costas antes de sairmos.
Suas mãos estavam tremendo.
“Se uma única pessoa rir”, disse ele, “estarei assombrando-a”.
Isso me fez rir.
Carla insistiu em ir ao baile de formatura também.
Ela disse que queria “ver o desastre pessoalmente”.
Quando chegamos, ela estava perto do fundo com o celular na mão.
Ouvi-a sussurrar para outra mãe que mal podia esperar para gravar o meu “fracasso fashion”.
Mas aconteceu algo estranho.
As pessoas não riram.
Eles olharam fixamente para o vestido, mas não da maneira que ela esperava.
“Espere”, disse uma das meninas. “Isso é jeans?”
Outro perguntou: “Onde você comprou isso?”
Uma professora se aproximou e tocou em um dos painéis.
“Isto é lindo”, disse ela.
Mesmo assim, não consegui relaxar.
Carla estava observando com muita atenção.
Como se ela estivesse esperando que tudo desmoronasse.
Em seguida, começou a apresentação dos alunos, que fazia parte da programação da noite.
O diretor aproximou-se do microfone.