Algumas relações familiares não se formam por laços de sangue, mas pelas escolhas que fazemos em momentos de necessidade. Meu relacionamento com minha madrasta, Clara, sempre foi tranquilo e discreto, mas profundamente enraizado no respeito mútuo. Quando meu pai faleceu anos atrás, Clara permaneceu na grande e antiga casa da família. Sua própria filha, Mia, logo se distanciou da família. Mia só aparecia quando tinha algo a ganhar ou quando precisava de apoio financeiro. Eu, por outro lado, continuava a visitá-la, não por obrigação, mas porque via o quão sozinha Clara se sentia.
Por muito tempo, a dinâmica familiar pareceu estável, embora