a tensão subjacente fosse sempre palpável. Mia me desprezava; me via como uma intrusa que passava tempo demais com a mãe dela. Estava firmemente convencida de que eu estava de olho na herança. Mia não conseguia, ou não queria, acreditar que eu simplesmente amava Clara como uma segunda mãe. Essa desconfiança acabaria por desencadear uma série de eventos que mudariam nossas vidas para sempre.
A Noite Fatal e a Hospitalização
Aconteceu numa terça-feira à noite congelante. Tive uma sensação estranha e decidi passar na casa da Clara depois do trabalho para ver como ela estava. Quando abri a porta da frente com a minha chave reserva, encontrei-a imóvel no chão da sala. Ela estava inconsciente e respirava com dificuldade. Entrei em pânico, mas forcei-me a manter a calma e liguei imediatamente para a emergência.