Agora, um menino de dez anos, com roupas remendadas, estava de pé sob o brilho do mármore e do vidro italianos — a mão ainda erguida, os olhos fixos na matemática como se lhe fosse familiar.
A MÃE QUE TENTOU DESAPARECER
Perto da parede, sua mãe — Marcela, a supervisora da limpeza — segurava o esfregão com tanta força que ele tremia.
Ela tentou se retratar com um pedido de desculpas:
“Sr. Villarreal… por favor. Meu filho não vai incomodá-lo. Minha mãe ficou doente. Eu não tinha com quem deixá-lo. Estamos indo embora—”
Augusto a interrompeu, com a voz cortante como aço.
“Silêncio.”
Em seguida, mais frio:
“Eu te dei permissão para respirar na minha direção?”
A sala assistia como se fosse um espetáculo.
O MENINO QUE SE RECUSOU A DEIXÁ-LA SE AJOELHAR
Tomás olhou para a mãe encolhendo-se dentro do vidro — e algo nele mudou.
“Minha mãe não precisa se desculpar por existir.”
Sua voz tremia, mas soava clara: