“Ela trabalha doze horas limpando o que você estraga em segundos.”
“Ela chega em casa com as mãos rachadas e sangrando, e mesmo assim me ajuda com a lição de casa.”
O riso não voltou. Esse silêncio parecia mais pesado — como o chão antes de um terremoto.
A “APOSTA” QUE TINHA COMO OBJETIVO DESTRUÍ-LOS
Augusto sorriu. Não era gentileza, era crueldade calculada.
“Gosto desse garoto.”
“Então vamos tornar isso educativo.”
Ele ofereceu o acordo como uma armadilha disfarçada de misericórdia:
- Se Tomás resolvesse o problema: o salário de Marcela triplicaria e ela conseguiria um emprego de escritório.
- Se ele falhasse: ela seria demitida — e banida em toda a cidade.
Marcela quebrou.
“Por favor… não brinquem com as nossas vidas assim.”
Ela caiu de joelhos, implorando.
Tomás a amparou, em voz baixa:
“Mãe, levanta. Não se ajoelhe na frente dele.”
Então ele tomou a decisão que dividiu a sala inteira:
“Aceito.”
Marcela entrou em pânico.
“Não, Tomás—isto é uma armadilha!”
Tomás olhou nos olhos dela e disse as palavras que ela nem sabia que precisava ouvir:
“Confie em mim, mãe. Como o papai te ensinou a confiar.”
CINCO MINUTOS QUE APAGARAM CINQUENTA E DOIS DOUTORADOS
Tomás caminhou até o tabuleiro como se aquele fosse o seu lugar.
“Preciso de um marcador.”
Ele encarou a equação.