Mas o seu retorno chocou a todos.

**Ela foi ridicularizada por vender seus produtos na porta da escola… mas sua resposta surpreendeu a todos.**

Então ela se afastou chorando.

Grace entrou em seu pequeno quarto, fechou a porta e encostou-se nela como se o mundo inteiro a empurrasse do outro lado. Seu peito doía. Suas mãos estavam geladas. Ela olhou para o espaço vazio sob o travesseiro, onde a carta estivera, e sentiu algo dentro de si se quebrar.

Aquele documento era mais do que uma carta de admissão.

Foi uma prova.

Prova de que ela não havia estudado à luz de uma lamparina em vão. Prova de que todas as noites em que passou acordada enquanto os outros dormiam não foram desperdiçadas. Prova de que a menina de quem as pessoas zombavam, a menina que lavava pratos, buscava água e ajudava a mãe a vender comida à beira da estrada, finalmente havia aberto uma porta para si mesma.

E agora essa prova havia desaparecido.

Grace enxugou as lágrimas com o dorso da mão.

“Não”, ela sussurrou. “Eu vi. Mamãe viu. Débora viu. Eu não estou louca.”

Durante o resto da manhã, ela procurou por toda parte. Revisou seus livros, sua antiga mochila escolar, a gaveta, a prateleira da cozinha, até mesmo a lata de lixo lá fora. Nada.

À tarde, Débora voltou correndo para o complexo.

“Grace, por que você não está sorrindo? Deveríamos estar planejando o que levar para Lagos.”

Grace olhou para a amiga e desabou em lágrimas.

“Ele pegou”, disse ela.

A expressão de Débora mudou. “Quem?”

Grace não respondeu.

Débora entendeu imediatamente.

“Seu pai?”

Grace assentiu com a cabeça.

Débora segurou a mão dela. “Então vamos pegar outra.”

Grace ergueu o olhar lentamente. “Como?”