O martini espirrou nos meus joelhos antes que eu percebesse completamente que Victoria Richardson tinha feito aquilo de propósito.
O líquido era gelado, açucarado e grudava na minha pele, carregando o aroma de frutas cítricas caras e puro desdém.
Um fio de salmoura de azeitona escorreu pelas minhas pernas e acumulou-se dentro das minhas sandálias.
A brisa marítima vinda do Atlântico atingiu meu rosto com um gosto forte de sal.
Um jazz suave emanava das caixas de som do iate, refinado e alegre, como se toda a tarde tivesse sido planejada para disfarçar a crueldade sob a elegância.
“Ops”, disse Victoria.
