A princípio, ele não pareceu estranho. Mas então ela percebeu que todos ao redor dele estavam evitando contato visual.
O homem parecia pálido. Suas mãos tremiam levemente. Um pequeno saco de papel, encharcado pela chuva, estava ao seu lado.
Emma hesitou.
Ela praticamente o ignorou, como fazia com todos os outros.
Mas algo a deteve.
Talvez fosse a maneira como ele lutava para respirar. Talvez fosse a tristeza em seus olhos. Ou talvez fosse simplesmente instinto.
Ela caminhou com cuidado.
“Senhor, o senhor está bem?”, perguntou ela.
O homem ergueu o olhar lentamente, surpreso por alguém ter falado com ele.
“Estou bem”, sussurrou ele fracamente. “Só um pouco tonto.”
Emma percebeu imediatamente que ele não estava bem.
Seu rosto estava pálido de exaustão.
“Você não parece bem”, disse ela gentilmente. “Precisa que eu ligue para alguém?”
O velho tentou sorrir.
“Não tenho família por perto”, admitiu. “Só preciso de um momento.”
O trem chegou atrás deles com um forte guincho.