Optei por me casar com alguém muito mais velho porque acreditava que ele poderia oferecer aos meus filhos a sensação de estabilidade que eu não havia conseguido proporcionar sozinha.
Aos trinta anos, eu era mãe solteira e criava duas crianças pequenas — uma no jardim de infância e outra na segunda série. O pai delas havia desaparecido pouco depois do nascimento da nossa filha mais nova, sem deixar rastros.
Apesar de trabalhar em tempo integral como contador, eu mal conseguia manter as contas em dia. Cada mês parecia uma questão de equilíbrio, sempre a um passo de um desastre por conta inesperada.
Eu estava completamente exausto.
Então, quando Richard entrou na minha vida, oferecendo segurança e certeza, eu aceitei.
Casei-me com um homem que tinha idade para ser meu pai.
Nos conhecemos durante uma importante reunião de trabalho, numa tarde em que eu havia deixado meus filhos com uma babá. Richard era um dos fundadores da empresa — quieto, sereno e sempre no controle da situação. Ele nunca levantava a voz e transmitia uma sensação de estabilidade.