“Digam adeus, crianças.”
Comecei a caminhar em direção à saída.
Ethan correu atrás de nós.
“Sophia, espere!” ele gritou desesperadamente. “Por favor, não os tire de mim.”
Ajudei os meninos a entrarem no SUV antes de me virar para o homem que um dia amei.
“Eles são meus filhos, Ethan”, eu disse baixinho. “Eu os carreguei. Eu os criei. Fiquei acordada durante as febres, os pesadelos e todos os momentos difíceis enquanto você estava ausente.”
Seus olhos se encheram de lágrimas.
“Você foi apenas o doador.”
Dias depois, Eleanor entrou com um pedido de guarda.
Fraude.
Alienação parental.
Exigência de guarda total.
Ela contratou os advogados mais cruéis de Chicago.
Mas, a essa altura, eu já sabia algo que ela não sabia.
O império Montgomery estava afundando em dívidas.
Numa reunião jurídica no centro da cidade, Eleanor deslizou um cheque pela mesa de conferência.
“Aceite dez milhões de dólares”, disse ela friamente. “Transfira a custódia e desapareça.”
Encarei o cheque.
Então eu ri.
Ri de verdade.
“Ah, Eleanor”, sussurrei. “Você ainda acha que sou pobre.”
Seu maxilar se contraiu.
“Não me teste.”
Levantei-me lentamente e caminhei ao redor da mesa até ficar ao lado da cadeira dela.
“Minha empresa faturou trinta milhões de dólares só no último trimestre”, eu disse baixinho. “E hoje de manhã?”
Eu me inclinei para mais perto.
“Comprei sua dívida bancária.”