Tornei-me mãe aos dezessete anos e passei dezoito anos acreditando que o rapaz que eu amava tinha fugido de nós. Então, meu filho fez um teste de DNA para encontrar o pai, e uma mensagem em particular desmoronou tudo o que eu pensava saber.
Eu estava decorando um bolo de supermercado com a inscrição “PARABÉNS, LEO!” em glacê azul quando meu filho entrou na cozinha com a cara de quem tinha visto um fantasma.
Isso me fez largar o saco de confeitar imediatamente.
Leo tinha dezoito anos, era alto e geralmente se sentia confortável consigo mesmo. Mas naquele dia ele ficou paralisado na porta, pálido e tenso, segurando o celular com tanta força que pensei que ele fosse quebrar ao meio.
“Ei, querida”, eu disse. “Você está com uma aparência péssima. Por favor, me diga que você não comeu a salada de batata que sobrou do vovô.”
Ele nem sequer sorriu.
“Leo?”
Ele passou a mão trêmula pelos cabelos. “Mãe, você pode se sentar? Por favor?”
Ninguém diz isso casualmente quando você criou seus filhos sozinho.
Enxuguei as mãos num pano de prato e ainda tentei fazer humor. “Se você engravidar alguém, preciso de uns dez segundos para me transformar no tipo de mãe que lida com isso com calma. Sou muito nova para virar uma ‘Glam-mamãe’.”
Isso provocou um risinho discreto.
“Não isso, mãe.”
“Ok. Bom. Não é bom, mas é menos assustador.”
