Lágrimas escorriam pelo meu rosto enquanto eu lia a carta. Não se tratava nem mesmo da riqueza que me aguardava no cofre, mas da incrível prudência de uma mulher que compreendia exatamente a situação. Clara conhecia a própria filha como a palma da mão e havia arquitetado um plano magistral para recompensar a honestidade e punir o orgulho.
Nos meses que se seguiram à morte de Clara, muita coisa mudou. Mia se viu envolvida em longos processos judiciais e financeiros para quitar as dívidas. Ela teve que vender seu próprio carro de luxo e ajustar drasticamente seu estilo de vida para minimizar os prejuízos financeiros. Ela tentou me contatar diversas vezes para perguntar se eu havia recebido algum dinheiro de sua mãe, mas segui rigorosamente as instruções do advogado e mantive silêncio.