O verdadeiro poder reside no silêncio. Na paciência. Na perseverança. É a disposição de sofrer na escuridão para que alguém que você ama possa brilhar na luz.
Ao entardecer, entrei no hall de entrada. O vitral no patamar preenchia a escadaria com vermelho, azul e dourado, exatamente como quando eu era pequena e sentava ali com meu pai por perto.
Coloquei a mão no corrimão polido. A casa rangeu suavemente ao meu redor. Desta vez, não parecia medo.
Parecia respiração.
Sorri, sentindo o último peso sair dos meus ombros.
“Estamos bem, pai”, sussurrei. “Estamos nos mantendo firmes.”