No dia do meu casamento, descobri que a mesa principal havia sido alterada — 9 lugares ocupados pela família do meu marido, enquanto meus pais ficaram em pé.

A organizadora me entregou o microfone com tanto cuidado como se ele pudesse explodir em suas mãos. Victor segurou meu pulso com força.

“O que você está fazendo?”, ele sussurrou entre dentes.

Baixei o olhar para a mão dele até que ele a soltou lentamente.

Celeste deu uma risada radiante, veneno envolto em elegância. “Ah, deixe-a falar. Talvez ela queira nos agradecer por tê-la aceitado.”

Os primos de Victor riram baixinho. O tio dele pegou o celular, que já estava gravando.

Perfeito.

Subi ao pequeno palco ao lado do bolo de casamento. O salão de baile se dissolveu em lustres cintilantes, flores e fileiras de rostos à espera. Meus pais ainda estavam perto da parede, tentando desesperadamente se tornarem invisíveis.

Não falei imediatamente.

O silêncio se torna uma arma quando você sabe como usá-lo.

Victor aproximou-se de mim lentamente, sorrindo para os convidados, embora já estivesse suando. “Querida, isso realmente não é necessário.”

“Não”, respondi ao microfone, minha voz ecoando pelo salão de baile. “É sim.”

Os violinistas pararam de tocar.

Celeste recostou-se confortavelmente na cadeira, divertida. “Bem, isso promete ser interessante.”

Virei-me para a multidão. “Antes do jantar começar, gostaria de abordar uma questão relacionada aos lugares. Meus pais foram retirados da mesa principal sem minha permissão.”

Uma onda de murmúrios se espalhou pela sala.

O maxilar de Victor se contraiu. “Elena, chega.”