Algumas mulheres destroem famílias e depois se fazem de vítimas. Orem pelo meu filho.
Marisol comentou com um emoji de faca. Daniel curtiu. Eles acharam que me expulsar significava que tinham vencido. Não sabiam que eu tinha cópias de todas as faturas, todas as transferências, todas as mensagens ameaçadoras, todos os ângulos das câmeras da festa e a escritura provando que a casa nunca pertenceu a Daniel. Meu pai a comprou por meio de um fundo fiduciário. Para mim.
PARTE 3
Voltei três dias depois, não para me desculpar, mas com meu advogado, dois policiais e um chaveiro. Daniel abriu a porta de calça de moletom, com um sorriso irônico no rosto.
“Elena”, disse ele em voz alta o suficiente para que Carmen e Marisol ouvissem atrás dele. “Finalmente pronta para ser razoável?”
Meu advogado entregou-lhe uma pasta. O sorriso de Daniel desapareceu.
“O que é isto?”
“Uma ordem de custódia temporária”, eu disse. “Uma ordem de proteção. Notificação de exclusão ilegal da minha residência conjugal. E uma exigência para preservar os registros financeiros.”
Carmen arrancou uma página da mão dele.
“Isso é um absurdo.”
“Não”, disse meu advogado. “É um absurdo impedir uma mãe e um bebê de entrarem em uma casa que pertence a um fundo fiduciário separado dela.”
Daniel olhou para mim. Pela primeira vez, ele pareceu incerto. Marisol riu alto demais.
“Ela está blefando.”
Voltei-me para os policiais.
“As imagens de segurança da festa de aniversário da minha filha mostram ela segurando uma faca enquanto destruía objetos perto de uma criança.”
Marisol abriu a boca. Um dos policiais olhou para ela.
“Senhora, precisamos falar com a senhora lá fora.”