Ela não respondeu.
Alguém te abraçou?
Vou chamar a polícia.
Isso fez com que Maya levantasse o olhar.
“Nee.”
Sua voz era pouco mais que um sussurro.
— Então diga-nos quem fez isso — disse Félix.
A raiva em sua voz a assustou.
Todos os acontecimentos do ano passado passaram pela minha mente.
O trançado.
O sussurro.
Nas manhãs em que ela implorava para não ter que ir à escola.
As reuniões em que os adultos nos prometeram que a situação estava resolvida.
Imaginei minha filha presa em um banheiro enquanto alguém cortava o cabelo que ela havia protegido com tanto cuidado desde que aprendeu a falar.
Seus olhos se encheram de lágrimas novamente.
Então, lentamente, ela enfiou a mão na mochila.
Ela abriu o pequeno bolso da frente e tirou uma folha de papel amassada e dobrada.
Minhas mãos tremeram quando ela me entregou.
Eu estava esperando uma carta da escola.
Ou talvez o nome da criança responsável.
Em vez disso, vi uma caligrafia que era claramente de outro aluno.
Antes que eu pudesse ler a primeira frase, Maya sussurrou quatro palavras.
Ele não deveria se sentir sozinho.
Felix abaixou o telefone.
Desdobrei o papel.
Aos pais de Maya.”
Meu nome é Liam. Sou novo na turma da Maya.
Gostaria de agradecer pela sua filha.