Jack esticou os braços acima da cabeça e sorriu. “Ótimo. Quero que ela esteja bem acordada quando isso acontecer.”
O sol ainda não havia nascido completamente quando saímos de casa na manhã seguinte. Exatamente no momento certo, o SUV preto virou a esquina e parou lentamente em frente à casa de Lindsey.
A porta do motorista se abriu e um homem saiu. Ele vestia um terno preto justo, uma camisa branca justa e sapatos brilhantes que mal faziam barulho ao atravessar a rua. Mesmo com a luz da manhã, ele usava óculos escuros.
Ele parou ao meu lado e acenou brevemente com a cabeça. Eu retribuí o aceno.
Atravessamos a rua juntos e entramos na varanda da casa de Lindsey. Toquei a campainha.
Após alguns segundos, a porta se abriu rangendo.
Lindsey estava ali, vestindo um roupão rosa claro, com os cabelos loiros despenteados e uma caneca branca com a inscrição: Viva, Ria, Ame.
Ela piscou bruscamente enquanto nos observava. “Hum… olá?”
O policial não sorriu. Ele enfiou a mão no bolso do paletó, tirou uma carteira fina de couro, abriu-a e mostrou seu distintivo e identificação.
“Senhora”, disse ele calmamente, “em consequência de suas ações na manhã de ontem, a senhora está sendo investigada por interferência em uma operação federal secreta em andamento.”
Lindsey ficou pálida. Ela abriu a boca, mas nada saiu.
“Eu… eu não entendo”, disse ela finalmente. “Qual operação?”