Eu tinha dezessete anos quando aquelas duas linhas apareceram na prova. Naquele momento, foi como se minha infância tivesse sido abruptamente interrompida.
Minha madrasta não chorou. Ela não me perguntou se eu estava com medo ou o que se passava na minha cabeça. Ela cruzou os braços, olhou para minha barriga como se fosse uma mancha em sua vida organizada e então disse: ‘Esta casa não é um berço. Você precisa cuidar de si mesma.’
Meu pai estava atrás dele. Não disse nada, nem sequer olhou nos meus olhos. Eu sabia exatamente porquê: ele tinha medo de ser expulso também. Aquele silêncio me magoou mais do que qualquer palavra.