Seis meses após o divórcio, meu ex-marido ligou do nada para me convidar para o casamento dele. Eu respondi: “Acabei de dar à luz. Não vou a lugar nenhum.” Trinta minutos depois, ele invadiu meu quarto de hospital, desesperado…
O telefone tocou enquanto minha filha recém-nascida dormia em meu peito, seu pequeno punho agarrado à borda do meu avental hospitalar.
Na tela, aparecia um nome que eu havia apagado há seis meses, mas que nunca realmente deixei para trás: Daniel.
Atendi sem pensar.
“Emily”, disse ele, com voz suave e autossatisfeita. “Espero que não seja uma má hora.”
Olhei para o rosto rosado da minha filha. “É sim.”
Ele riu baixinho. “Mesmo assim, dramático. De qualquer forma, vou me casar amanhã.”
Por um segundo, o quarto do hospital pareceu se fechar sobre mim. Os monitores não paravam de apitar. A chuva desenhava linhas na janela. Meus pontos ardiam a cada respiração.
