“Sim”, eu disse. “Meu nome. Não o seu.”
Vanessa soltou uma risada fria. “Isso é ridículo. Você teve um bebê só para sabotar nosso casamento?”
Sorri pela primeira vez.
“Não”, eu disse. “Eu a tive porque ela sobreviveu a você.”
Daniel recuou como se eu o tivesse atingido.
“O que isso significa?”, perguntou ele.
Peguei a pasta ao lado da minha cama. Minha advogada, Mara, a havia trazido antes do amanhecer, logo depois que assinei a petição final de custódia com as mãos trêmulas e a mente lúcida.
Vanessa notou o logotipo e ficou tensa.
Daniel não fez isso.
“Você está se humilhando”, ele disparou. “Você escondeu uma gravidez por seis meses? Isso é fraude. Isso é sequestro. Isso é—”
“Cuidado”, interrompi. “Você está usando palavras que não entende de novo.”
Seu rosto ficou vermelho.
Vanessa se aproximou, sua voz doce e venenosa. “Emily, querida, amanhã é muito importante. Os investidores de Daniel estarão lá. A imprensa também. Não complique as coisas.”
Lá estava.
Não é amor. Não é medo. Não é paternidade.
Imagem.
A empresa de Daniel dependia da imagem de um homem de família visionário. Ele havia garantido financiamento de uma fundação familiar conservadora, concedido entrevistas sobre lealdade e legado, e anunciado seu noivado como se fosse uma fusão corporativa.
Um recém-nascido escondido da ex-esposa, a quem ele publicamente rotulou de instável, seria inconveniente.
Principalmente se a cronologia mostrar que ele abandonou sua esposa grávida.
Principalmente se o bebê fosse dele.
Daniel inclinou-se para a frente. “Quanto?”
Pisquei. “Com licença?”
“Por quanto tempo devo ficar em silêncio?”