Minha irmã me ligou à meia-noite e sussurrou: “Apague todas as luzes. Vá para o sótão. Não conte para o seu marido.” Achei que ela estivesse ficando louca — até que olhei através do assoalho…

“Fique longe da janela.”

Então a chamada caiu.

Durante um longo e terrível minuto, nada aconteceu.

Então ouvi a voz de Caleb lá embaixo.

Já não tenho sono.

Calma.

“As luzes estão apagadas”, disse ele.

Outro homem respondeu de dentro da minha casa.

“Então ela sabe.”

Minha mão voou para a minha boca.

Por uma estreita fresta no assoalho do sótão, eu conseguia ver parte do corredor lá embaixo. Caleb estava parado ali, de calça de moletom, com meu laptop debaixo do braço.

Ao lado dele estava um estranho vestindo uma capa de chuva preta.

O estranho entregou a Caleb uma pequena caixa.

Caleb abriu a caixa, revelando três passaportes.

Uma delas tinha a foto do meu marido.

Uma delas era do meu filho.

O terceiro tinha o meu.

Mas nenhum deles tinha o nosso nome…

Parte 2:

Eu me agachei no sótão, a poeira arranhando minha garganta e o medo pressionando meu peito com tanta força que eu mal conseguia respirar.

Abaixo de mim, Caleb colocou os passaportes sobre a mesa do corredor.

O homem de capa de chuva disse: “O Departamento agiu mais rápido do que o esperado.”

Senti um nó no estômago.

O maxilar de Caleb se contraiu. “Quão perto?”

“Tão perto que a irmã da sua esposa provavelmente já sabe.”