A demência é um dos nossos desafios de saúde pública mais urgentes; uma condição progressiva que afeta gravemente tanto os indivíduos quanto as famílias. Embora a idade e a predisposição genética sejam fatores de risco conhecidos, evidências crescentes apontam para um fator surpreendente e evitável: os medicamentos que temos em nossos próprios armários de remédios.
Para muitas pessoas, especialmente idosos com múltiplas condições de saúde, os medicamentos prescritos para proteger sua saúde física podem, sem que elas percebam, prejudicar suas funções cognitivas. O problema geralmente não reside em um único medicamento “ruim”, mas no efeito cumulativo de múltiplos medicamentos — uma prática conhecida como polifarmácia. Compreender quais classes de medicamentos representam o maior risco é o primeiro passo essencial para garantir a saúde cerebral a longo prazo.